Boas práticas no processo de revisão por pares

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Introdução às boas práticas editoriais e sua relevância

Padrões internacionais de boas práticas: organizações de referência

Políticas editoriais transparentes e processos éticos

Envolvidos nas boas práticas e suas responsabilidades

Boas práticas no processo de revisão por pares

Exemplos

Boas práticas no processo de revisão por pares:

A seleção de revisores qualificados é fundamental para garantir um processo de revisão por pares que seja justo, transparente e eficaz.

Recomendações de diretrizes e práticas:

  • Construção de banco de dados de revisores: manter um banco atualizado com informações sobre especialização, histórico e qualidade dos revisores facilita a escolha dos mais adequados ao escopo do manuscrito.
  • Critérios para escolha de revisores: a seleção deve priorizar expertise na área de estudo e ausência de conflitos de interesse, garantindo imparcialidade e capacidade de avaliar metodologias e contribuições científicas.
  • Avaliação contínua de revisores: monitorar o desempenho dos revisores, avaliando o cumprimento de prazos e a qualidade dos relatórios, para manter altos padrões de análise.
  • Diversidade de revisores: incluir revisores de diversas origens institucionais, geográficas e culturais enriquece o processo editorial, alinhado aos princípios DEIA (Diversity, Equity, Inclusion, and Accessibility)

A transparência no processo de revisão é fundamental para fortalecer a confiança entre autores, revisores, editores e leitores. 

Recomendações:

  • Comunicação clara entre autores, revisores e editores. Transparência, também, para com o leitor.
  • Abertura ao leitor: Oferecer informações sobre o processo de revisão e eventuais conflitos de interesse garante maior confiança no sistema editorial. Algumas ações para garantir essa transparência incluem:
    • Disponibilizar os pareceres dos revisores: Tornar os pareceres acessíveis, quando possível, permite que o leitor compreenda os critérios e decisões adotadas na avaliação do artigo.
    • Disponibilizar na política editorial informações claras sobre:
      • Os critérios de avaliação utilizados;
      • O tipo de avaliação realizada (cego, duplo cego, aberto);
      • O perfil dos revisores (externos ou internos);
      • Quem é responsável pela decisão final;
      • As etapas de cada processo de avaliação;
      • O tempo estimado para cada fase do processo de revisão.

Os revisores devem fornecer comentários que contribuam para a melhoria da qualidade dos artigos e publicações científicas. Para uma avaliação construtiva, o avaliador precisa ser capaz de apresentar feedback claro, objetivo e estruturado, ajudando autores e editores a identificar áreas de melhoria e compreender as justificativas para as decisões editoriais. 

Recomendações para revisores:

  • Linguagem clara e objetiva 
  • Uso de formulários padrão (se disponíveis)
  • Organização da avaliação em categorias (metodologia, originalidade, relevância,  escrita, etc.)
  • Limitar-se ao escopo do trabalho
  • Evitar conflitos de interesse 

A adoção de sistemas de gestão editorial e ferramentas especializadas, como as de verificação de plágio e inteligência artificial (IA) que facilitem o processo de revisão por pares, garantindo que ele seja justo, ágil e transparente.

Exemplos de ferramentas:

  • OJS (sistemas de diário aberto)
  • Gerente Editorial (Aries Systems)
  • ScholarOne (Análise Clarivate)
  • Publicações (Clarivate Analytics)
  • Turnitin
  • iThenticate
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